Eis a primeira história típica que caracteriza o sistema fiscal que temos.
Esta história passa-se numa oficina automóvel em que o proprietário justifica não comprar determinadas peças porque quem lhe pretende vender também lhe pretende passar uma factura da venda. Ora nada mais normal... Mas em Portugal não é bem assim... Qualquer actividade de venda hoje em dia não está facilitada e as facturas muitas vezes são a justificação dada pelo cliente para não comprar. Não interessa o serviço nem a qualidade. O lucro e o desenrasca em primeiro.
Quando este Sr. Mecânico é interpelado para comprar, aponta a factura como justificação para não o fazer e de seguida começa o relato da queixa contra o sistema fiscal do país.
Sr. Mecânico - "O quê? Meu caro esta oficina que aqui vê ganhei para ela, em 3 anos, a apanhar ameijôa na ria! É claro que era proibido e ainda fui apanhado meia dúzia de vezes ficando sem nenhum material, mas valeu a pena. Olhe, isto não há nada como aproveitar as alturas! Vê aquela porta fechada ali? Parece uma casa, mas não... Lá dentro está uma oficina de serralharia. Reparo as válvulas para o Instituto XXX (entidade devidamente acreditada que não revelamos o nome mas que tem responsabilidades acrescidas no campo da segurança) que trabalha para a XXX (empresa petrolifera de dimensão internacional). Cada válvula são € 500. É claro que não passo factura! é tudo ao negro! Enquanto der, tudo bem. Olhe digo-lhe já que não percebo nada de segurança! O Instituto XXX às vezes manda-me a umas formações quaisquer mas pouco me interessa." ( e rapa do bolso um cartão do mesmo a comprovar a veracidade da história). E continua em discurso contínuo...
"Olhe o meu filho é serralheiro e trabalha para um patrão. Anda sempre à rasca! Chega ao dia 20 e diz "é pai arranja aí € 50. Eu já lhe disse, pisga-te para Espanha! Aqui tás lixado!
Olhe a minha mãe reformou-se com 55 anos. Vendia peixe na praça. Chegava lá o fiscal olhava para o peixe levantava a guelra e dizia: Este peixe não está em condições! Vai para queimar! Cortava a cabeça ao peixe, passava um papel de multa, a minha mãe não reclamava e ele ia embora... Sabe o que a minha mãe fazia a seguir? Cortava o peixe sem cabeça às postas e vendia-o na mesma. Nunca ninguém se queixou...e acho que ninguém morreu...
Eu vou-me reformar aos 55 anos e se vierem aqui os gajos do ambiente para me fecharem a oficina já ganhei o suficiente estes anos todos para ter uma boa vida sem dar de comer a esses gandulos... entretanto andam aí alguns patos a pagar tudo e mais alguma coisa. É reciclagem de óleos, recolha de sucatas, facturas direitinhas, etc. O último artista foi um vizinho ( e devidamente explicou onde ficava) que montou uma oficina, legalizou tudo, construiu infa-estruturas e num ano fechou porque não deu para as despesas. ( os clientes aqui não querem facturas nem pagar o IVA!). Eu também disse-lhe logo! Olha que isto não é Lisboa!!!"
Esta história passa-se numa oficina automóvel em que o proprietário justifica não comprar determinadas peças porque quem lhe pretende vender também lhe pretende passar uma factura da venda. Ora nada mais normal... Mas em Portugal não é bem assim... Qualquer actividade de venda hoje em dia não está facilitada e as facturas muitas vezes são a justificação dada pelo cliente para não comprar. Não interessa o serviço nem a qualidade. O lucro e o desenrasca em primeiro.
Quando este Sr. Mecânico é interpelado para comprar, aponta a factura como justificação para não o fazer e de seguida começa o relato da queixa contra o sistema fiscal do país.
Sr. Mecânico - "O quê? Meu caro esta oficina que aqui vê ganhei para ela, em 3 anos, a apanhar ameijôa na ria! É claro que era proibido e ainda fui apanhado meia dúzia de vezes ficando sem nenhum material, mas valeu a pena. Olhe, isto não há nada como aproveitar as alturas! Vê aquela porta fechada ali? Parece uma casa, mas não... Lá dentro está uma oficina de serralharia. Reparo as válvulas para o Instituto XXX (entidade devidamente acreditada que não revelamos o nome mas que tem responsabilidades acrescidas no campo da segurança) que trabalha para a XXX (empresa petrolifera de dimensão internacional). Cada válvula são € 500. É claro que não passo factura! é tudo ao negro! Enquanto der, tudo bem. Olhe digo-lhe já que não percebo nada de segurança! O Instituto XXX às vezes manda-me a umas formações quaisquer mas pouco me interessa." ( e rapa do bolso um cartão do mesmo a comprovar a veracidade da história). E continua em discurso contínuo...
"Olhe o meu filho é serralheiro e trabalha para um patrão. Anda sempre à rasca! Chega ao dia 20 e diz "é pai arranja aí € 50. Eu já lhe disse, pisga-te para Espanha! Aqui tás lixado!
Olhe a minha mãe reformou-se com 55 anos. Vendia peixe na praça. Chegava lá o fiscal olhava para o peixe levantava a guelra e dizia: Este peixe não está em condições! Vai para queimar! Cortava a cabeça ao peixe, passava um papel de multa, a minha mãe não reclamava e ele ia embora... Sabe o que a minha mãe fazia a seguir? Cortava o peixe sem cabeça às postas e vendia-o na mesma. Nunca ninguém se queixou...e acho que ninguém morreu...
Eu vou-me reformar aos 55 anos e se vierem aqui os gajos do ambiente para me fecharem a oficina já ganhei o suficiente estes anos todos para ter uma boa vida sem dar de comer a esses gandulos... entretanto andam aí alguns patos a pagar tudo e mais alguma coisa. É reciclagem de óleos, recolha de sucatas, facturas direitinhas, etc. O último artista foi um vizinho ( e devidamente explicou onde ficava) que montou uma oficina, legalizou tudo, construiu infa-estruturas e num ano fechou porque não deu para as despesas. ( os clientes aqui não querem facturas nem pagar o IVA!). Eu também disse-lhe logo! Olha que isto não é Lisboa!!!"